sábado, 9 de agosto de 2014



 




 


PAIS

Ser pai é ser bem mais do que progenitor
Em um fugaz gozo que lhe convém
É ir além de provedor
Porque pai não é só o fazer
Ao ser que para responsabilidade lhe advém







De um verdadeiro pai
Não se faz de seu gene
Mais um abandonado ser que se resulta
Em mais um bastardo filho
De uma mãe (mãe e pai)
Estigmatizada ao desprazer que lhe desfruta

Pois pai é engravidar-se, do sentimento e da labuta
E da genitora querer sentir, dividir, amenizar,
Uma dor que verdadeiramente só ela tem
Porque pai é responsabilizar-se
Endividar-se de se mesmo
É dividir sono, sonhos, lágrimas, riscos, força, luta
Sem reter para si, só os louros, os risos, o direito o amor e o bem
 




Por isso ser pai
É entender, atender e ser mãe também
Por quanto tantos pais são sós
Pois que tantas mães tão sós, são pais tão bem
É a força de ser firme sem ser rude
É amiúde promover satisfação com sabedoria
É a habilidade de revelar e esconder
Segredos, medos...
Que muitas vezes são confundidos com covardia
 Pai é ter peito a doar
Para se doar, doar pró
É tantas vezes se sentir tão só
Pai é renunciar
Apenas a si mesmo
É fazer por dar e merecer respeito
Não é simplesmente esmolar alguém
Por maior o que seja o custo que aparenta ser perfeito
Pai...
Quem disse que pai pode ser de qualquer jeito
 


Por isso pai não é cargo, ofício, status, patente,
É dever e é direito que deve ser permanente
É devoção, vocação eterna
Até mesmo para que nega que às tem
É dádiva, incumbência do perfeito para o imperfeito
De melhorar e perpetuar a espécime responsavelmente
Pai é o verbo, os pronomes e sujeito



Pai não é só diversão, brinquedo, pão, teto
É juiz, psicólogo, educador, garí, médico...
Pai é o sim pelo sim e o não pelo não
Errado é errado e o certo é o certo
Todavia é abraço, esmero, é afago, é afeto

Para ser pai não precisa ter talento
Não se faz pai distante
Mesmo quando e apenas quando
Necessariamente não se possa estar por perto
Pai é pai, onde estiver
Basta querer sempre buscar se fazer dentro
 


Para um digno pai
Há sempre um grande filho por certo
Para a gratidão de um verdadeiro pai e seus lamentos
Há rios perenes
A ele, Deus dispõe sempre o céu aberto
 Sales de Oliveira
09-08-2014

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013



NA METADE AINDA...

Valeu irmão, todo tempo, cada dia!
Não há rugas, nem regras,
Nem cabelos brancos, ou caídos que te meçam.
 Nem a tua cronologia.
Diga sempre a si mesmo:
"Ainda estou na metade do caminho, 
sem pressa’’
E vá embora nessa de bem e de bom.


No passo que se permitir, dê o tom.
Todo ele tem sua beleza
Sua peculiar magia
Divina grandeza, da maneira mais diversa
Já sabemos que independentemente de em que tempo estivermos
O espaço necessário nós abriremos
No lugar de visionários,construiremos.
 Em cada raios de um novo dia
Há inesgotáveis segredos: maravilhas submersas.
Ser, fazer, o melhor do que se aprendeu dá,
Viver e deixar como herança:
Aprendizados e lembranças
Para que os que sonham como nós, aprendam a continuar.



É iste certamente, o eixo que nos faz 
findar o dia
Apaixonados, olhando raios de sol, 
luas e estrelas
Tomados do que rotineiramente ainda 
nos extasia
Como quem lendo pela vez primeira 
O mais magnífico dos poemas
Deslumbrados, gratos ao criador
Que nos diviniza nesse sistema
Tão particularmente Seu
Tão fiador.



E quando por um motivo qualquer
Não pudermos mais está de pé...
Sonhar...
Ainda assim estejamos indo!
Não mais pueris,
Todavia ainda nos dando tempo
De sabermos ser meninos 
Embevecidos de tudo isso e de amor






Que nos reste nossos muitos dias,
Ou mesmo poucos,
Tão incertos de sãos, ou de loucos
Todavia infindos



E com olhos de almas viventes: 
Sobreviventes, escancarados, 
Transbordados, como tolos se rindo
Mesmo silentes...
Talvez num íntimo delírio
Do que nos alforria sempre para mais 
um “último” suspiro
 Diga sempre a todos: “Não me findo,
a outra metade ainda miro”
Sepre oportuno, grato...também do que recomeçou 
Contemplativo,como que dizendo ao
divino
Obrigado pelo maravilhoso quadro
Infinitamente lindo
Que nele você me pintou.        
  





Sales Oliveira


Parabéns, aos meus irmãos: 
  • Chico Saens (xiquin) 25/11;
  • Mary lu (lourdes) 15/12;
  • Uilima (William) 18/12,
  • Pr.(Wilson) 31/12;

sábado, 21 de setembro de 2013






PEQUENA SEMENTE

 
Neste dia, não se fique velho,
Nem envelhecendo se sinta,
Renove suas forças, suas folhas,
Refaça sua história,
Não deixe que ela minta.
Renove seu armário, sua mente,
Reescreva seu diário.
A roupa que lhe servia ontem,
Hoje já não lhe serve mais.
Os modismos dos maus pensamentos,
Encerre-os, deixe-os para trás.
Mas nunca esqueça que algumas suas velhas roupas,
Nunca ficarão ultrapassadas:
- Não as deixe rotas -
Bondade, honestidade, simplicidade, humildade...
E muitos outros bons adirs que possam lhe vestir.
Suas boas e verdadeiras amizades,
Nem o tempo as deixará cansadas,
Pelo amor aprendido dos céus especialmente pra você
Estes são o que nos difere como humano dos “Irracionais”
Aquele que abre a boca e diz: “NÃO ME ARREPENDO DE NADA QUE VIVI”
Não aprendeu nada com a vida, não a merece!
É pueril, medíocre, miserável e egoísta.
- Roupa que não se vista -
E não percebe viver num abismo sem fim.
Faça de cada instante um bom motivo,
E de cada motivo, um dia vivo
E de cada dia, um marco para se fazer  feliz.
Fazendo feliz a todos que os seus olhos alcance
Mesmo com a menor das atitudes,
Mesmo com o mais simples dos gestos - não canse -
Mas com a maior e melhor das intenções.
Isto sim, é o que te fará sentir, a cada dia, verdadeiramente mais jovem
Ultrapassando as barreiras de si mesmo, ativamente.
Renascendo a cada dia.
Se ainda não se sentir uma grande árvore,
Faça-se uma boa e germinante semente.































Sales de Oliveira 
PARABÉNS PELO SEU ANIVESÁRIO
(obs:dia da árvore)








segunda-feira, 16 de setembro de 2013

MAIS UMA COVA ABERTA


MAIS UMA COVA ABERTA
(homenagem a Geraldo Ribeiro de Moura)

Mais um lugar vago
Um vácuo
Uma etapa se encerra
Outra se principia
Mais uma estrada vazia
Uma lacuna de saudade, que punge o coração.

Mais uma cova aberta
À nossa espera por certa
À lama, ao pó ,ao chão
Para lembrar aos soberbos
Para lembrar as nossas vãs vaidades;
As belezas e suas beldades ´
As riquezas e suas futilidades
De onde viemos todos
E para onde todos vão
Independentemente
De posição social ,cultural, lugar, raça ou religião

Toda via não é
Por medidas em tantos palmos de terra
Que esta vida encerra
A sua continuação.

Há muitas e boas sementes plantadas por ele
Em nossos peitos e mentes que lhe perpetuarão
Em nossos planos de terra
Agora como obrigação
Como dever cristão
Nossos corações se encarregam
Dos seus exemplos
Adubar, regar, germinar em missão, 
Sua contribuição
Como verdadeira herança em fruto, em flor
Que se repassam e postergam
Em nossas muitas lembranças em risos em dor
Por tantas mais gerações
Em seu jeito de ser:
Simplicidade, honestidade, bondade e amor

(aquele que morre com cristo, com cristo ressuscitará, então a morte não lhe trará mais dissabor)


Sales de Oiveira (16-08-13)

quarta-feira, 24 de julho de 2013







Nasci feliz de novo




Hoje eu nasci feliz de novo
Perdi as contas dos dias que acordo assim]
Agradeci,acreditei, pedi saúde
Rebeijei todo meu povo
Abracei todos que pude
Com um bom dia, alegremente
Abençoei com a mão quente, todos que vi]

Lembro, que ontem não foi um dia diferente]
Os problemas pareciam irresolutos
Não vi o face, mas vi de tudo
Um dia quente: transito, doença, violência]
Luta, luto
Gente sem ser gente:
Chata,antipática, mal educada, oportunista, inoportuna
Soberba, hipócrita, mentirosa, inconsequente
Invejosa, indecorosa, impertinente, incoerente
De toda estirpe se achando...
"Gente"


Mas, me dei tempo de me sentir um expoente
Amar...
Desarmar gente:
Dar risada do nada
Contar piada a quem não ria
Cantarolar desafinado
Pagar mico
E me sentir uma sinfonia


Fazer-me nobre
Fazer-se ver meu mundo rico
Ser solidariamente engraçado
Atenciosamente educado
Rabiscar versos, recitar poesias...
- pseudo culto -
Demonstrar amor a quem está triste
A quem nem crer mas que o amor existe
A quem se quer me conhecia
Ah que dia...




Ao final dele, equacionei o meu penúltimo problema
Do terceiro grau
Não mas com a ansiedade de um pensamento
Adolescente; colegial
Resolvi-os passo a passo,
 Um a um diligentemente
Credível, paciente
Eliminando os pormenores das complexidades naturais
Quem me ver assim,
 Pensa que foi  num estalo, simplesmente.
A última equação exponencial deixei-a pela metade


                                                           
Em minha idade
A minha mente já não era mais a tal
Descobri que o problema já não é maior que a mente                                    
Em muitos deles, ela mesma fez o caos
Sei que num amanhã, repousado
A solução me fluirá como sempre,
 Naturalmente

Tudo que me fez mal, doente
Excretei no bojo 
Agradeci mais uma vez do que aprendi
 E desfrutei, com outras...
                                                   
...Gente, muito mais gente
Sem nojo
Adormeci tranquilamente
Amanhã se eu não acordar
Digam que me fiz contente
Deixei estrada, deixei pegadas, deixei sementes





                                            
Se eu despertar
Desperto mais esperto, mais amoroso
Menos nervoso, mais consciente
Em Deus, mais uma vez
Mais um renovo
Poderei até ter outro dia quente...

Mas vou nascer feliz de novo.

                                               


Sales de Oliveira
                                                   (10-04-2013)

quinta-feira, 11 de julho de 2013








Você precisa migrar
Sair desse site
Sítio improdutivo
Sair do virtual
Arriscar, viver motivos
Discutir de perto
Distinguir o errado e o certo
Decidir, o bem ou o mal


Você precisa deletar-se e deleitar-se
Digitar-me e digitar-se, nua
No bucolismo do meu Jurássico
Correndo tonta atrás da lua
Meu universo natural


Você precisa fazer viagens, no meu face a face
O book, escreveremos juntos no caminho
Num space
Ao descobrir-me ao descobrir-se
Em etc e coisas tais




Nos pontos, como amada, amiga, amor
Ponto br, beira de estrada, beira de cais
A rigor com reticências
Sem pontos finais


Você precisa navegar
Pronta, com ardor
Sentir o céu aberto
Frio e Calor
Cheiro e fedor
Pronta ao céu e ao sol se por
Ao mel, ao sal
Pronta aos montes, pronta ao ar
Pronta a velejar num mar real








Você precisa fazer comigo uma caminhada longa   
Do vespertino ao matinal
Buscando uma nova fonte
Numa estrada que não está pronta
Que não seja underline, a minúscula linha que nos guie
À linha longa do horizonte





Você precisa de arroba
Apenas para arrebentar perigos e receios
E os diablos, diablos, diablos
Que se enfiem em seus infernos, em seus emails




Perigo?
DELETE!
Não tenha medo de cair na net
É só vir descansar em nossa rede anti-social
Você só precisa estar inter, nesta...
Sozinha comigo
Que os megas e os teras bites
Multipliquem-se na gente,
Naturalmente
Num blog, splot, splesh, splits
De um murmurante beijo quente...




Sales de Oliveira
Mar/2013


quarta-feira, 12 de junho de 2013



A MINHA AMADA





A minha amada
Não é aquela que se veste
Como rainha ou fada
- Mulher de grandes feitos –
Não se resume a sensuais deleites,
Delineadas curvas, ancas e fartos peitos,]
Mas é aquela que se despe de si
Bem sutil, bem calada,
Para reinar e revestir o meu ser.









Não faz apologia à ciência,
Desmente livros e alheias vivências,
Porque do alto busca saber
E mesma minha temência.
É aquela que é,
Sem perceber o que é
E mesmo quando sabe,
Continua sendo o que precisa ser
Sem envaidecimento algum.

A minha amada é aquela 
Que com seu jeito frágil, incomum,
Diz-me forte: “sê forte!
Ah! Este fardo não é só para um
É para mim e você
Eu te ajudo, me dê!”




A minha amada é aquela
Que acalenta minh’alma,
Encanta-me e me decanta os traumas.
Não é aquela que me entende,
É aquela que me surpreende
Quando tenta me entender 

Minha amada é aquela
Que além de dividir os meus fardos,
Quando estou atarantado,
Apenas com os ouvidos,
Silencia os meus brados
E com seus olhos silentes
Declama seus versos entorpecidos
Que não consigo escrever.



De manhã, cheia de manhas,
Faz-me crê
Que depois de qualquer coisa e
 [de tanto
Há sempre uma renovação
Como um encanto
Em um novo amanhecer.

Minha amada não é de uma alma uniforme formada
Da mesma placenta que a minha,
Quando a minha é encarnada
A dela parece incolor,
Parece não saber nada
De vida, de morte e de amor,
Mas se dispões a caminhar mesma [caminhada
Aprendendo tornar tudo mesma cor.


A minha amada é aquela
Que de transbordado
Eu careço me dar sempre,
Tanto e tanto e sem manto,
“Eu sou da minha amada”
Que se diz e se faz minha
Que não é rainha e nem fada.

Minha amada é um sonho
Que continuo a crê,
Por isso, não peço outra nesta empreitada.
E por tanto, em cantos e em versos,
Eu preciso dizer:
Minha amada,
Meu amor é você!


Sales de Oliveira